Sem saúde não tem trabalho: a sustentabilidade da vida

Por Juliana Fonseca

Hoje o combate a doenças infecciosas ocupa o primeiro lugar no ranking das grandes ameaças globais, antes da Pandemia do Coronavírus ocupava o décimo lugar, de acordo com o Fórum Econômico Mundial. Tal fato nos mostra como no mundo globalizado as mudanças ocorrem de maneira rápida e destrutiva. E falando em destruição, as ameaças que ocupam o segundo e o terceiro lugar na lista são, respectivamente, o clima e a as armas de destruição em massa. Os três inimigos apontam para um risco na continuidade da vida humana em nosso planeta.  E nos mostram também que não existe peso maior ou menor para uma questão ou outra. Na verdade, o foco se altera em determinados momentos devido à urgência das questões.

A Revolução 4.0 que estamos vivendo hoje trará mudanças importantes para a forma como vivemos, nos relacionamos, e trabalhamos. E um ponto conecta todas as coisas: a sustentabilidade na vida humana. A Organização Mundial da Saúde já nos alertou para o avanço da depressão na lista de doenças que mais acometem as pessoas até 2030. E com a Pandemia já percebemos que a saúde é a base de muito mais coisas que imaginávamos até então. Eu diria também que a educação é uma base para uma saúde de qualidade, e mesmo assim, estamos percebendo que a educação e o mercado de trabalho foram paralisados ou lentificados em prol da saúde, justamente porque uma boa saúde é a base de uma boa vida.

As mudanças que perceberemos no mercado de trabalho, com a robotização da mão de obra humana, o aumento do desemprego, o crescimento do empreendedorismo, o uso da tecnologia na gestão da saúde; na educação, com aulas cada vez mais deslocadas para o ambiente on line, por exemplo, continuarão afetando o ser humano até que aconteça a máxima Darwiniana da adaptação. Poderíamos citar mudanças sem fim e o texto nunca seria finalizado.

Mas aqui quero apontar para a importância de nós, os profissionais do futuro, já que o futuro chegou, pensarem em soluções sistêmicas. Como fazer isso? Trazendo a sustentabilidade para nosso dia a dia. Será que é sustentável continuarmos levando nossas vidas sem o equilíbrio entre saúde e carreira, entre o tempo para o trabalho e a família, dando mais atenção ao celular do que a nossa alimentação? Não existe resposta certa, cada ser humano é um sistema único e deve se fazer perguntas que o levarão a respostas sustentáveis para si mesmo. 

Foto: Freepik

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