Pressão estética? Quem nunca?

Por Kelle Cristina / Blog Transmute

Arrumar o cabelo, fazer as unhas, praticar exercício físico, realizar plástica e procedimentos estéticos. São muitas as opções disponíveis para cuidar da beleza.

Mas você já se perguntou por que a gente dedica tanto tempo, dinheiro e energia com estética? Será que é pra gente se sentir bem ou é para se encaixar em padrões de beleza muitas vezes (em sua enorme maioria) inatingíveis?

Os padrões impostos pela sociedade são cruéis e surreais. Nos cobram um corpo magro, pele maquiada, cabelo penteado e roupa elegante a todo momento e em praticamente todos os lugares. Com o avanço das redes sociais nas nossas interações pessoais, essas cobranças estão se tornando cada vez mais duras e frequentes. 

Sabemos que toda essa pressão tem a ver com o machismo que sempre esteve enraizado na sociedade. As mulheres eram criadas para serem mães e esposas impecáveis, e isso inclui estar sempre magra e produzida para receber o marido no lar. Muita coisa mudou ao longo dos anos, mas as cobranças e suas raízes não muito.

A indústria da beleza movimenta bilhões de reais todo ano, se considerarmos a soma do mundo então… os valores chegam a ser incontáveis! Todo dia surge um produto ou um método novo no mercado, e é claro que nós ficamos loucas para usar praticamente tudo. Para movimentar toda essa indústria é necessário criar um padrão novo de tempos em tempos para manter a máquina em movimento.

Toda essa pressão pode levar a doenças psicológicas como anorexia, bulimia, ansiedade, depressão e até mesmo a risco de morte.

Isso não quer dizer que se preocupar com a aparência, cuidar do cabelo, se maquiar e vestir roupas legais é sempre nocivo. O que é nocivo é o excesso de preocupação com a própria aparência e com a aparência alheia. É nocivo quando nos entristece, nos consome e nos reduz. É nocivo quando o motivo do cuidado é a opinião dos outros não o bem-estar próprio. 

Temos, também, que estar atentas à forma com que contribuímos com toda essa pressão nos outros. Não precisa dizer para aquela sua vizinha, por exemplo, que ela ganhou ou perdeu peso. Que o cabelo dela não está legal naquele dia. A pessoa sabe exatamente das alterações que teve no seu corpo ou da forma que ela está usando o cabelo. Ao invés disso, pergunte se ela está bem, como tem passado ou, simplesmente, não diga nada.

O que você chama de opinião pode ser uma crítica dura demais para a outra pessoa absorver naquele momento. Ela pode estar passando por uma fase onde precisa mais ser ouvida do que ouvir uma opinião que ela nem pediu. Mas se, por caso, a sua opinião for solicitada, preocupe-se mais em destacar que o importante é a pessoa estar se sentindo bem consigo mesma.

Se não pode melhorar o dia de alguém, também não piore!

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